Apresentação

Bem vindo ao meu blog! Este blog reúne alguns de meus trabalhos já realizados, projetos em andamento e notícias da área. Você vai encontrar muita informação e dicas sobre arquitetura, projetos e estruturas metálicas.


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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sobre o 1o. Encontro Regional de Light Steel Framing

 

Nos dias 06 e 07 de Novembro foi realizado o 1o. Encontro Regional de Light Steel Framing no campus da Unisinos em São Leopoldo-RS. O encontro foi o primeiro realizado na região sul do país, o qual somou-se aos encontros regionais realizados no nordeste em maio (Recife/PE) e no centro-oeste em agosto (Brasília/DF). O encontro reuniu fornecedores, profissionais e interessados na construção a seco expondo materiais já utilizados, materiais novos, cases de obras no Brasil e resultados de testes de performance executados pelo ITT Performance, laborátorio técnico de desempenho de materiais e sistemas construtivos da Unisinos. Fiz também, uma visita técnica ao ITT Performance para entender melhor como são feitos os testes.



Algumas questões, que geram muitas dúvidas em quem ainda não conhece a construção a seco foram discutidas e os resultados exibidos com medições feitas em canteiro de obras pelos próprios construtores e incorporadores.

O maior consumo de água por atividade humana no Brasil e no mundo é na agricultura, seguido em 2°. lugar pela construção civil. Segundo um construtor e incorporador palestrante no Encontro, em um empreendimento dele, um edifício habitacional de 4 pavimentos em Garibaldi/RS o consumo de água foi de aproximadamente 15m³. Comparando um outro empreendimento muito semelhante já concluído por ele, o consumo de água foi de 60m³ por mês, ou seja, 1.440m³. O edifício executado com estrutura em Light Steel Framing precisou de 1% da água consumida frente ao outro em sistema convencional de concreto armado e alvenarias.


Neste mesmo empreendimento em Garibaldi/RS o tempo de execução foi de aproximadamente 12 meses enquanto que o outro edifício em concreto armado e alvenarias foi executado em 24 meses. Houve uma redução enorme nos custos de canteiro e locação de equipamentos no canteiro. Esses fatos, associados a melhor isolamento acústico e térmico da edificação, simplesmente pela adoção criteriosa do LSF desde o início, resultou em maior lucro líquido para o incorporador. O custo de execução baixou e o imóvel foi valorizado devido ao conforto proporcionado pelo sistema construtivo.


Segundo o incorporador no edifício em sistema construtivo convencional foram necessárias 3 caçambas para entulhos por mês, durante os 24 meses de execução, perfazendo um total de incríveis 72 caçambas. No edifício em LSF foram necessárias 3 caçambas durante toda a execução.

Outro momento interessante foi o resultado de tese de mestrado apresentada por palestrante do encontro. Para esta tese foi executado teste de desempenho do isolamento acústico de paredes LSF no laboratório do ITT da Unisinos. Foi comprovado que uma parede simples do sistema de construção a seco garante um isolamento acústico de nível superior mesmo em ambientes localizados em regiões de intenso ruído externo, 47 dB de isolamento. O teste foi executado rigorosamente conforme a norma técnica de desempenho em edificações habitacionais (NBR 15.575:2013).

Segundo a tese, uma parede de Light Streel Framing de 14cm de espessura garante o mesmo isolamento térmico de uma parede de tijolos maciços de 13cm de espessura. A diferença entretanto está na peso, pois enquanto a parede de LSF pesa 44,3 Kg/m² a de alvenaria pesa 249 Kg/m². Isso implica no fato de que a parede LSF reduz muito mesmo o peso da edificação e viabiliza fundações rasas. O tempo de execução pode reduzir a até 33% do tempo da construção convencional.

Foi executado um outro teste no laboratório do ITT, desta vez no tocante ao tempo de resistência ao fogo. O resultado encontrado foi que a parede mais simples (não corta-fogo) de LSF tem um TRF e 30 minutos. As composições da parede podem ser alteradas coforme a necessidade e podem atingir até 240 minutos de resistência ao fogo.


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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Telha Shingle: O que é, como montar e muitas outras dicas



A telha shingle é o elemento final de todo um sistema de cobertura que porporciona beleza, estanqueidade, leveza e durabilidade ao telhado. A telha Shingle é composta por uma manta de fibra de vidro saturada em asfalto e grânulos cerâmicos.
As principais vantagens são: BELEZA, com seu design moderno e inovador; VERSATILIDADE, permitindo inclusive a especificação em telhados curvos; LEVEZA, pois chega a ser 4 vezes mais leve que uma telha cerâmica; RESISTÊNCIA, pois resiste a ventos de até 209 Km/h; DURABILIDADE, podendo ser especificada para qualquer região e clima do planeta; DESEMPENHO, por possuir excepcional resistência mecânica; GARANTIA de até 5 anos.




A primeira etapa
A base do telhado adequada é constituída por placas de OSB. Esta base deve ser fixada nas terças metálicas ou de madeira, através de parafusos adequados para cada caso. As chapas de OSB devem ter espessura mínima de 9,5mm, suportar os vãos entre 40 e 60cm e serem tratadas contra fungos e cupins.As placas devem ser instaladas com um espaçamento entre si de 3mm, ou com a medida recomendada pelo fabricante.

A segunda etapa
O próximo passo é a instalação da subcobertura. Trata-se de uma manta asfáltica flexível que é aplicada pregando-se na chapa de OSB e funciona como barreira de umidade, ou seja, impede que a água e a umidade externa entrem no ambiente. A manta deve ser desenrolada e aplicada paralelamente às extremidades do telhado, cuidando para que haja uma sobreposição mínima de 15cm entre as faixas de manta.



A terceira etapa
O próximo passo é a instalação das telhas shingle, que são pregadas diretamente sobre a subcobertura. Alguns cuidados fundamentais devem ser observados:
*Telha de início: deve ser cortada e separada uma faixa da peça da telha e o elemento restante deve ser fixado, garantindo o desalinhamento entre as linhas de telhas a fim de garantir estanqueidade. esta primeira telha deve ser fixada de maneira que fique um pouco saliente ao telhado, criando uma espécie de pingadeira.
*Encontros: estudar previamente os elementos necessários e suas medidas, para os encontros com cumeeiras, espigões, rincões, elementos de acabamento de extremidades e encontros do telhado com paredes.


A quarta etapa
O próximo passo é a instalação das cumeeiras. Um telhado com este tipo de telha é um excelente isolante térmico, o que é bastante positivo pelo fato de manter a temperatura interna da casa, mas é também negativo pelo fato de não deixar o ar quente que está acumulado dentro, sair. Por esse motivo há dois tipos de cumeeiras: a mais simples que é somente uma telha cortada e fixada (não permite saída do ar quente interno) e a cumeeira ventilada (permite a saída do ar quente interno). É sempre aconselhável que a ventilação citada seja garantida, visto que moramos em um país tropical e subtropical. Entretanto para que seja garantida essa ventilação, não basta somente escolher a cumeeira ventilada, pois deve ser especificada também uma entrada do ar externo, que normalmente é posicionda nos beirais do telhado. Esses elementos devem ser criados no detalhamento do projeto arquitetônico através de grelhas ou esquadrias no forro dos beirais.


Outras dicas

Encontro com tubulações


Encontro com chaminés


Encontro com paredes verticais
Encontro com Água Furtada trançada
Encontro com Água Furtada aberta
Encontro com Água Furtada cortada

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Como são feitas as paredes curvas e arcos em LSF

Painéis estruturais e não-estruturais podem ser conformados em uma variedade de superfícies curvas e aberturas em arcos.




Para a construção de paredes curvas é necessário que as guias, ou perfis, superiores e inferiores sejam cortados a intervalos de aproximadamente 5cm em todo o comprimento da curva. Assim é possível curvar as guias, ou perfis, uniformemente até obter o raio desejado. Porém as curvas não devem ser muito fechadas. Para manter o raio de curvatura e reforçar a guia uma fita de aço galvanizado deve ser fixada na face externa da guia, através de parafusos ou de "clinching" e só depois devem ser fixados os montantes. Para a montagem do painel, o mais adequado é que ele seja montado no local, pelo método "stick", ou seja, primeiro fixa-se a guia inferior e superior no piso e na laje respectivamente, na conformação da curva e colocam-se os montantes no espaçamento de acordo com o cálculo estrutural.

Como esses procedimentos geralmente são trabalhosos e demandam tempo, existem no mercado norte-americano perfis U de aço galvanizado flexíveis que se assemelham a vértebras, e que se moldam facilmente a qualquer curvatura ou formato ondulado, proporcionando uma montagem muito mais rápida e segura.


Aberturas em forma de arco podem ser construídas de um painel estrutural ou não-estrutural, onde um perfil U tem as mesas cortadas de forma a possibilitar a flexão do perfil no raio ou curvatura exigida no projeto. Mãos-francesas são fixadas na verga ou guia de abertura e nas ombreiras para possibilitar a fixação do perfil.  Do mesmo modo que os painéis curvos, perfis flexíveis podem ser usados para agilizar o trabalho de montagem.

Devido a sua versatilidade, projetos em Light Steel Framing possibilitam diversas formas arquitetônicas. Cabe ao arquiteto interagir com o profissional responsável pelo cálculo para que as soluções estruturais concretizem as propostas do projeto.


Fonte: Manual de Construção em Aço - Steel Framing: Arquitetura


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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Saiba Tudo sobre Lajes e Forros em LSF


As lajes são estruturadas a partir de perfis com dimensões de alma de 200mm ou com vigas treliçadas. Para a composição da laje deve ser considerada a estrutura mais a composição de laje seca ou laje mista.

Laje Seca

Estrutura de laje: Perfil M200 mm, Perfil M250 mm, Treliça 400mm.
Placa: OSB 18,3mm, Painel Mezanino 23mm, Painel Mezanino 40mm.
Revestimento / Acabamento: Para laje seca são utilizados pisos vinílicos, carpetes ou outro tipo de piso seco.


Laje Mista

Estrutura de laje: Perfil M200 mm, Perfil M250 mm, Treliça 400mm.
Placa: OSB 18,3mm, Painel Mezanino 23mm, Painel Mezanino 40mm.
Contrapiso: Argamassa com 30 até 50mm com impermeabilização ou não.
Revestimento / Acabamento: Piso cerâmico, porcelanato, piso vinílico (para este caso não há restrição).


Para áreas externas ou ambientes úmidos, é necessária a impermeabilização, ou seja, necessariamente laje mista. Nas lajes mistas os painéis do pavimento superior podem ser montados diretamente sobre o OSB ou sobre o contrapiso. Segue abaixo a tabela com as especificações mais usuais para as lajes em LSF, considerando também o espaçamento do entre-forro mínimo de 150mm.


Forro sob laje

Em projetos onde há necessidade de vigas para o apoio da laje, estas são alocadas no entreforro para não interferir no projeto arquitetônico. Portanto a atura do rebaixo do forro deve ser geralmente de 250mm, onde há espaço para passagem de vigas e também espaço suficiente para a passagem de tubulações. estes casos podem alterar as fachadas da edificação quando a viga precisar ultrapassar a parede externa para formar lajes em balanço.


Em geral, considerar o forro com no mínimo 150mm de distância da face inferior dos perfis da laje. essa folga é considerada para a passagem de tubulações e fiações.

Lajes em balanço

Para lajes em balanço é necessária a previsão de apoios de paredes ou vigas, paralelas entre si, para formar lajes em balanço, não superiores a 2,0m, configurando apenas um sentido dos perfis.


Nos balanços de laje em L, uma face deve ter no máximo 1m para que ps perfis possam ser engastados. Vãos de laje maiores que 7,0m devem ser muito bem estudados, para que a arquitetura não seja limitada por fatores estruturais.

Área técnica

A laje técnica deve possuir uma conexão com a fundação, de modo a transferir seus esforços através de paredes ou vigas, pois possuem cargas dos equipamentos que devem ser transferidas a fundação. A laje técnica pode ser mista ou seca, dependendo da especificação de cada projeto.

Fonte: Manual Smart de Arquitetura para Steel Framing.

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O Guia Definitivo sobre Revestimento de Paredes LSF



Os painéis de parede no Light Steel Framing (LSF), geralmente são projetados com perfis com alma de 90mm. Os perfis com alma de 140mm e 200mm são elementos mais utilizados para vigas e lajes.

Para que não se perca a configuração do Projeto Arquitetônico as paredes devem ser desenhadas com a espessura real de sua composição, considerando perfis, placas, revestimentos e demais elementos que vierem a ser instalados.

Na tabela abaixo, estão listadas as composições mais utilizadas, considerando o perfil M90 (considerado com 91mm):

Figura 1: Tabela de espessura de paredes externas LSF.

Paredes Externas
Estão representadas nas figuras a seguir, as composições de paredes, com o revestimento externo, interno e estrutura com perfil M90.








Paredes Internas
Para as paredes internas é utilizado o gesso acartonado como placa de acabamento. O gesso acartonado pode ser aplicado sobre a placa OSB ou não, dependendo da especificação de cada projeto. Na tabela abaixo, estão listadas as composições mais utilizadas, considerando o perfil M90 (considerado com 91mm):

Figura 9: Tabela de espessura de paredes internas LSF.

Estão representadas na figura a seguir, as composições de paredes internas com e sem placas de reforço (OSB) e estrutura com perfil M90.

Figura 10: Composições de Paredes Internas.

Fonte: Manual Smart de Arquitetura para Steel Framing.

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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Obras já executadas com Estrutura Metálica

Abaixo descrevo as características de obras que já projetamos e executamos, e motivos do porque o cliente escolheu estrutura metálica.

Beira Rio (fábrica de calçados) 
Teutônia - RS                             

Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura de Cobertura de uma nova planta fabril da Calçados Beira Rio. A obra consiste em um pavilhão industrial com vão livre de 45m e prédios anexos (área total de 8.300m²). Pilares e vigas foram executadas em Concreto Armado Pré-moldado e cobertura em Estrutura Metálica Treliçada. Devido ao vão livre da estrutura principal a estrutura mais econômica foi a estrutura treliçada em aço, reduzindo peso e agilizando o tempo total de execução da obra, para o início as atividades de produção de calçados.






Calçados Heinrich / Carrano (fábrica de calçados) 
Dois Irmãos - RS 
 Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura de Cobertura do Refeitório da ampliação da planta fabril da Calçados Heinrich (Carrano). A obra consiste em Estrutura de Cobertura em três águas para o Refeitório dos funcionários da fábrica. O projeto arquitetônico com telhado de vão livre de 29m, presença de várias águas de telhado e de águas furtadas exigiu uma solução que vencesse todos esses desafios e que fosse econômica e rápida (área total de 2.100m²). A solução tomou partido de estrutura composta por vigas e tesouras de Estrutura Metálica treliçada, criando um espaço livre para utilização dos funcionários e com o aproveitamento altamente incrementado de ventilação e luz natural.


Metalúrgica Altero (fábrica metalúrgica)
Sapiranga - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da estrutura Metálica da ampliação da planta fabril da Metalúrgica Altero. Trata-se de uma obra composta por subsolo em concreto e pavimento térreo em estrutura metálica (área total de 2.215m²). O Térreo foi projetado com duas naves contíguas (duas estruturas justapostas), cada uma com sua cobertura. Desde o início do projeto arquitetônico já foram consideradas as estruturas metálicas como opção mais viável devido à necessidades tais como espaço livre interno, exigências de prazo curto além da redução de peso total e compartimentação do telhado (exigência do Plano de Prevenção Contra Incêndios - PPCI).




Fábrica de Vidros
Araricá - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da estrutura metálica da planta de uma Fábrica de Vidros. A busca pela solução estrutural mais adequada foi intensa por vários meses e o resultado final foi de pilares, vigas, fechamento, cobertura e lanternin de estrutura metálica (área total de 2.200m²). A estrutura foi dimensionada levando em conta as cargas atuantes da movimentação e carregamento de Ponte Rolante, necessária para a movimentação de máquinas e peças de vidro. Devido à presença de fechamento com telhas metálicas parcialmente nas quatro faces da edificação, foi especificado e detalhado um afastamento desses elementos à estrutura principal dos pilares, criando um sistema de ventilação. A ventilação natural completa-se pela saída do ar quente na parte superior da cobertura, através do elemento Lanternin. Foi dado especial atenção também ao perfil de trilho da ponte rolante a ao acabamento contínuo entre cobertura e fechamento, evitando calhas.






Prat-K / Famastil (fábrica de ferramentas e acessórios de paisagismo)
Gramado - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura Metálica da ampliação da unidade fabril da Prat-K / Famastil. A ampliação foi feita especificando-se estrutura metálica para pilares, fechamento, cobertura e lanternin (área total de 3.200m²). Inicialmente a estrutura estava sendo escolhida com pilares e vigas em Concreto Armado e fechamento com Blocos de Concreto. A mudança para estrutura metálica foi devido a vários fatores, entre eles: reduzir fundações, devido ao terreno ter pouca resistência; eliminação de equipe de alvenarias, fonte de muitos problemas em construções anteriores nesse mesmo cliente; redução de tempo de obra e consequente início de produção; redução de patologias de infiltrações; facilidade para manutenções futuras. Para que fosse facilitada a manutenção da fábrica, todos elementos foram aparafusados, facilitando a remoção e remontagem posterior.



Copelmi Mineração (telheiro para reserva de mineração)
Butiá - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura Metálica de um Telheiro para uma reserva de mineração, mais especificamente para carvão vegetal (área total de 1.120m²). A escolha foi pela estrutura Metálica Treliçada devido ao pé-direito de 12m e vão livre de 25m. Outro fator que mereceu cuidado especial foi o conhecido e alto grau de ataque químico do carvão. Nos primeiros metros dos pilares onde há contato direto com o carvão foi especificado um pilar misto, composto por estrutura metálica galvanizada a fogo e envelopada por concreto. O restante da estrutura é somente aço galvanizado, devido também à resistência prolongada a águas das chuvas. Não há travamentos de reforço da estrutura na parte inferior, seja por paredes, seja por vigas. O reforço dá-se por vigas em dois níveis mais superiores, exigidos pela forte incidência de ventos na região.



Mitra Diocesana (capela de uma Igreja Católica)
Caxias do Sul - RS
Projetamos e fomos responsáveis pelo execução, juntamente com uma equipe de profissionais para a Estrutura Metálica da cobertura de uma capela. Devido ao projeto arquitetônico, que exigia uma cobertura em abóbada com abertura central zenital, a opção desde o começo foi pela Estrutura Metálica. A especificação foi por arcos treliçados, anel de compressão e pilares centrais em formato tubular. A complexidade da estrutura exigiu uma medição com precisão muito maior que o usual em obras e um anel de compressão central. Esta solução é muito utilizada em obras como as do Arquiteto Oscar Niemeyer. A exigência nesse caso, não foi pelo prazo mas sim pela estética. A complexidade gerou inclusive um projeto extenso para paginação das telhas metálicas da cobertura. O resultado final foi de uma beleza única.