Ontem, apresentei palestra sobre Light Steel Framing na Universidade Feevale em Novo Hamburgo - RS. Apresentei o sistema construtivo, mostrando seu histórico, seus princípios, benefícios, aplicações e cases de algumas obras. O assunto foi acompanhado com bastante interesse por aqueles que estavam assistindo. Durante e após a explanação houveram muitas perguntas de ordem prática e o debate criado foi enriquecedor. No momento que falei o quanto o LSF ajuda a reduzir o tempo de obra e o consumo de água no canteiro, o interesse no assunto aumentou ainda mais. Uma obra com estrutura em Light Steel Framing pode ser executadaem até 33% do tempo de uma obra convencional e consumir a água no canteiro de obras na faixa de 2% de uma obra convencional. Todos esses detalhes também impactam num custo mais baixo para construir. O isolamento acústico e térmico de uma edificação em LSF é de padrão superior o que acaba agregando valor final ao imóvel.
Apresentação
Bem vindo ao meu blog! Este blog reúne alguns de meus trabalhos já realizados, projetos em andamento e notícias da área. Você vai encontrar muita informação e dicas sobre arquitetura, projetos e estruturas metálicas.
Mostrando postagens com marcador pardearquitetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pardearquitetos. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Telha Shingle: O que é, como montar e muitas outras dicas
A telha shingle é o elemento final de todo um sistema de cobertura que porporciona beleza, estanqueidade, leveza e durabilidade ao telhado. A telha Shingle é composta por uma manta de fibra de vidro saturada em asfalto e grânulos cerâmicos.
As principais vantagens são: BELEZA, com seu design moderno e inovador; VERSATILIDADE, permitindo inclusive a especificação em telhados curvos; LEVEZA, pois chega a ser 4 vezes mais leve que uma telha cerâmica; RESISTÊNCIA, pois resiste a ventos de até 209 Km/h; DURABILIDADE, podendo ser especificada para qualquer região e clima do planeta; DESEMPENHO, por possuir excepcional resistência mecânica; GARANTIA de até 5 anos.
A primeira etapa
A base do telhado adequada é constituída por placas de OSB. Esta base deve ser fixada nas terças metálicas ou de madeira, através de parafusos adequados para cada caso. As chapas de OSB devem ter espessura mínima de 9,5mm, suportar os vãos entre 40 e 60cm e serem tratadas contra fungos e cupins.As placas devem ser instaladas com um espaçamento entre si de 3mm, ou com a medida recomendada pelo fabricante.
A segunda etapa
O próximo passo é a instalação da subcobertura. Trata-se de uma manta asfáltica flexível que é aplicada pregando-se na chapa de OSB e funciona como barreira de umidade, ou seja, impede que a água e a umidade externa entrem no ambiente. A manta deve ser desenrolada e aplicada paralelamente às extremidades do telhado, cuidando para que haja uma sobreposição mínima de 15cm entre as faixas de manta.
A terceira etapa
O próximo passo é a instalação das telhas shingle, que são pregadas diretamente sobre a subcobertura. Alguns cuidados fundamentais devem ser observados:
*Telha de início: deve ser cortada e separada uma faixa da peça da telha e o elemento restante deve ser fixado, garantindo o desalinhamento entre as linhas de telhas a fim de garantir estanqueidade. esta primeira telha deve ser fixada de maneira que fique um pouco saliente ao telhado, criando uma espécie de pingadeira.
*Encontros: estudar previamente os elementos necessários e suas medidas, para os encontros com cumeeiras, espigões, rincões, elementos de acabamento de extremidades e encontros do telhado com paredes.
A quarta etapa
O próximo passo é a instalação das cumeeiras. Um telhado com este tipo de telha é um excelente isolante térmico, o que é bastante positivo pelo fato de manter a temperatura interna da casa, mas é também negativo pelo fato de não deixar o ar quente que está acumulado dentro, sair. Por esse motivo há dois tipos de cumeeiras: a mais simples que é somente uma telha cortada e fixada (não permite saída do ar quente interno) e a cumeeira ventilada (permite a saída do ar quente interno). É sempre aconselhável que a ventilação citada seja garantida, visto que moramos em um país tropical e subtropical. Entretanto para que seja garantida essa ventilação, não basta somente escolher a cumeeira ventilada, pois deve ser especificada também uma entrada do ar externo, que normalmente é posicionda nos beirais do telhado. Esses elementos devem ser criados no detalhamento do projeto arquitetônico através de grelhas ou esquadrias no forro dos beirais.
Outras dicas
Encontro com tubulações
Encontro com chaminés
Encontro com paredes verticais
Encontro com Água Furtada trançada
Encontro com Água Furtada aberta
Encontro com Água Furtada cortada
!!Entre em contato com a gente!!
Telefone: (51) 3518 9401
e-mail: clique aqui
Facebook: clique aqui
Linked in: clique aqui
Instagram: clique aqui
Site: clique aqui
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Como são feitas as paredes curvas e arcos em LSF
Painéis estruturais e não-estruturais podem ser conformados em uma variedade de superfícies curvas e aberturas em arcos.
Para a construção de paredes curvas é necessário que as guias, ou perfis, superiores e inferiores sejam cortados a intervalos de aproximadamente 5cm em todo o comprimento da curva. Assim é possível curvar as guias, ou perfis, uniformemente até obter o raio desejado. Porém as curvas não devem ser muito fechadas. Para manter o raio de curvatura e reforçar a guia uma fita de aço galvanizado deve ser fixada na face externa da guia, através de parafusos ou de "clinching" e só depois devem ser fixados os montantes. Para a montagem do painel, o mais adequado é que ele seja montado no local, pelo método "stick", ou seja, primeiro fixa-se a guia inferior e superior no piso e na laje respectivamente, na conformação da curva e colocam-se os montantes no espaçamento de acordo com o cálculo estrutural.
Como esses procedimentos geralmente são trabalhosos e demandam tempo, existem no mercado norte-americano perfis U de aço galvanizado flexíveis que se assemelham a vértebras, e que se moldam facilmente a qualquer curvatura ou formato ondulado, proporcionando uma montagem muito mais rápida e segura.
Aberturas em forma de arco podem ser construídas de um painel estrutural ou não-estrutural, onde um perfil U tem as mesas cortadas de forma a possibilitar a flexão do perfil no raio ou curvatura exigida no projeto. Mãos-francesas são fixadas na verga ou guia de abertura e nas ombreiras para possibilitar a fixação do perfil. Do mesmo modo que os painéis curvos, perfis flexíveis podem ser usados para agilizar o trabalho de montagem.
Devido a sua versatilidade, projetos em Light Steel Framing possibilitam diversas formas arquitetônicas. Cabe ao arquiteto interagir com o profissional responsável pelo cálculo para que as soluções estruturais concretizem as propostas do projeto.
Fonte: Manual de Construção em Aço - Steel Framing: Arquitetura
!!Entre em contato com a gente!!
Telefone: (51) 3518 9401
e-mail: clique aqui
Facebook: clique aqui
Linked in: clique aqui
Instagram: clique aqui
Site: clique aqui
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Saiba Tudo sobre Lajes e Forros em LSF
As lajes são estruturadas a partir de perfis com dimensões de alma de 200mm ou com vigas treliçadas. Para a composição da laje deve ser considerada a estrutura mais a composição de laje seca ou laje mista.
Laje Seca
Estrutura de laje: Perfil M200 mm, Perfil M250 mm, Treliça 400mm.
Placa: OSB 18,3mm, Painel Mezanino 23mm, Painel Mezanino 40mm.
Revestimento / Acabamento: Para laje seca são utilizados pisos vinílicos, carpetes ou outro tipo de piso seco.
Laje Mista
Estrutura de laje: Perfil M200 mm, Perfil M250 mm, Treliça 400mm.
Placa: OSB 18,3mm, Painel Mezanino 23mm, Painel Mezanino 40mm.
Contrapiso: Argamassa com 30 até 50mm com impermeabilização ou não.
Revestimento / Acabamento: Piso cerâmico, porcelanato, piso vinílico (para este caso não há restrição).
Para áreas externas ou ambientes úmidos, é necessária a impermeabilização, ou seja, necessariamente laje mista. Nas lajes mistas os painéis do pavimento superior podem ser montados diretamente sobre o OSB ou sobre o contrapiso. Segue abaixo a tabela com as especificações mais usuais para as lajes em LSF, considerando também o espaçamento do entre-forro mínimo de 150mm.
Forro sob laje
Em projetos onde há necessidade de vigas para o apoio da laje, estas são alocadas no entreforro para não interferir no projeto arquitetônico. Portanto a atura do rebaixo do forro deve ser geralmente de 250mm, onde há espaço para passagem de vigas e também espaço suficiente para a passagem de tubulações. estes casos podem alterar as fachadas da edificação quando a viga precisar ultrapassar a parede externa para formar lajes em balanço.
Em geral, considerar o forro com no mínimo 150mm de distância da face inferior dos perfis da laje. essa folga é considerada para a passagem de tubulações e fiações.
Lajes em balanço
Para lajes em balanço é necessária a previsão de apoios de paredes ou vigas, paralelas entre si, para formar lajes em balanço, não superiores a 2,0m, configurando apenas um sentido dos perfis.
Nos balanços de laje em L, uma face deve ter no máximo 1m para que ps perfis possam ser engastados. Vãos de laje maiores que 7,0m devem ser muito bem estudados, para que a arquitetura não seja limitada por fatores estruturais.
Área técnica
A laje técnica deve possuir uma conexão com a fundação, de modo a transferir seus esforços através de paredes ou vigas, pois possuem cargas dos equipamentos que devem ser transferidas a fundação. A laje técnica pode ser mista ou seca, dependendo da especificação de cada projeto.
Fonte: Manual Smart de Arquitetura para Steel Framing.
!!Entre em contato com a gente!!
Telefone: (51) 3518 9401
e-mail: clique aqui
Facebook: clique aqui
Linked in: clique aqui
Instagram: clique aqui
Site: clique aqui
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
O Guia Definitivo sobre Revestimento de Paredes LSF
Os painéis de parede no Light Steel Framing (LSF), geralmente são projetados com perfis com alma de 90mm. Os perfis com alma de 140mm e 200mm são elementos mais utilizados para vigas e lajes.
Para que não se perca a configuração do Projeto Arquitetônico as paredes devem ser desenhadas com a espessura real de sua composição, considerando perfis, placas, revestimentos e demais elementos que vierem a ser instalados.
Na tabela abaixo, estão listadas as composições mais utilizadas, considerando o perfil M90 (considerado com 91mm):
Figura 1: Tabela de espessura de paredes externas LSF.
Paredes Externas
Estão representadas nas figuras a seguir, as composições de paredes, com o revestimento externo, interno e estrutura com perfil M90.
Paredes Internas
Para as paredes internas é utilizado o gesso acartonado como placa de acabamento. O gesso acartonado pode ser aplicado sobre a placa OSB ou não, dependendo da especificação de cada projeto. Na tabela abaixo, estão listadas as composições mais utilizadas, considerando o perfil M90 (considerado com 91mm):
Figura 9: Tabela de espessura de paredes internas LSF.
Estão representadas na figura a seguir, as composições de paredes internas com e sem placas de reforço (OSB) e estrutura com perfil M90.
Figura 10: Composições de Paredes Internas.
Fonte: Manual Smart de Arquitetura para Steel Framing.
Fonte: Manual Smart de Arquitetura para Steel Framing.
!!Entre em contato com a gente!!
Telefone: (51) 3518 9401
e-mail: clique aqui
Facebook: clique aqui
Linked in: clique aqui
Instagram: clique aqui
Site: clique aqui
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Obras já executadas com Estrutura Metálica
Abaixo descrevo as características de obras que já projetamos e executamos, e motivos do porque o cliente escolheu estrutura metálica.
Beira Rio (fábrica de calçados)
Teutônia - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura de Cobertura de uma nova planta fabril da Calçados Beira Rio. A obra consiste em um pavilhão industrial com vão livre de 45m e prédios anexos (área total de 8.300m²). Pilares e vigas foram executadas em Concreto Armado Pré-moldado e cobertura em Estrutura Metálica Treliçada. Devido ao vão livre da estrutura principal a estrutura mais econômica foi a estrutura treliçada em aço, reduzindo peso e agilizando o tempo total de execução da obra, para o início as atividades de produção de calçados.
Dois Irmãos - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura de Cobertura do Refeitório da ampliação da planta fabril da Calçados Heinrich (Carrano). A obra consiste em Estrutura de Cobertura em três águas para o Refeitório dos funcionários da fábrica. O projeto arquitetônico com telhado de vão livre de 29m, presença de várias águas de telhado e de águas furtadas exigiu uma solução que vencesse todos esses desafios e que fosse econômica e rápida (área total de 2.100m²). A solução tomou partido de estrutura composta por vigas e tesouras de Estrutura Metálica treliçada, criando um espaço livre para utilização dos funcionários e com o aproveitamento altamente incrementado de ventilação e luz natural.
Sapiranga - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da estrutura Metálica da ampliação da planta fabril da Metalúrgica Altero. Trata-se de uma obra composta por subsolo em concreto e pavimento térreo em estrutura metálica (área total de 2.215m²). O Térreo foi projetado com duas naves contíguas (duas estruturas justapostas), cada uma com sua cobertura. Desde o início do projeto arquitetônico já foram consideradas as estruturas metálicas como opção mais viável devido à necessidades tais como espaço livre interno, exigências de prazo curto além da redução de peso total e compartimentação do telhado (exigência do Plano de Prevenção Contra Incêndios - PPCI).
Araricá - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da estrutura metálica da planta de uma Fábrica de Vidros. A busca pela solução estrutural mais adequada foi intensa por vários meses e o resultado final foi de pilares, vigas, fechamento, cobertura e lanternin de estrutura metálica (área total de 2.200m²). A estrutura foi dimensionada levando em conta as cargas atuantes da movimentação e carregamento de Ponte Rolante, necessária para a movimentação de máquinas e peças de vidro. Devido à presença de fechamento com telhas metálicas parcialmente nas quatro faces da edificação, foi especificado e detalhado um afastamento desses elementos à estrutura principal dos pilares, criando um sistema de ventilação. A ventilação natural completa-se pela saída do ar quente na parte superior da cobertura, através do elemento Lanternin. Foi dado especial atenção também ao perfil de trilho da ponte rolante a ao acabamento contínuo entre cobertura e fechamento, evitando calhas.
Prat-K / Famastil (fábrica de ferramentas e acessórios de paisagismo)
Gramado - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura Metálica da ampliação da unidade fabril da Prat-K / Famastil. A ampliação foi feita especificando-se estrutura metálica para pilares, fechamento, cobertura e lanternin (área total de 3.200m²). Inicialmente a estrutura estava sendo escolhida com pilares e vigas em Concreto Armado e fechamento com Blocos de Concreto. A mudança para estrutura metálica foi devido a vários fatores, entre eles: reduzir fundações, devido ao terreno ter pouca resistência; eliminação de equipe de alvenarias, fonte de muitos problemas em construções anteriores nesse mesmo cliente; redução de tempo de obra e consequente início de produção; redução de patologias de infiltrações; facilidade para manutenções futuras. Para que fosse facilitada a manutenção da fábrica, todos elementos foram aparafusados, facilitando a remoção e remontagem posterior.
Copelmi Mineração (telheiro para reserva de mineração)
Butiá - RS
Projetamos e fomos responsáveis pela execução da Estrutura Metálica de um Telheiro para uma reserva de mineração, mais especificamente para carvão vegetal (área total de 1.120m²). A escolha foi pela estrutura Metálica Treliçada devido ao pé-direito de 12m e vão livre de 25m. Outro fator que mereceu cuidado especial foi o conhecido e alto grau de ataque químico do carvão. Nos primeiros metros dos pilares onde há contato direto com o carvão foi especificado um pilar misto, composto por estrutura metálica galvanizada a fogo e envelopada por concreto. O restante da estrutura é somente aço galvanizado, devido também à resistência prolongada a águas das chuvas. Não há travamentos de reforço da estrutura na parte inferior, seja por paredes, seja por vigas. O reforço dá-se por vigas em dois níveis mais superiores, exigidos pela forte incidência de ventos na região.
Mitra Diocesana (capela de uma Igreja Católica)
Caxias do Sul - RS
Projetamos e fomos responsáveis pelo execução, juntamente com uma equipe de profissionais para a Estrutura Metálica da cobertura de uma capela. Devido ao projeto arquitetônico, que exigia uma cobertura em abóbada com abertura central zenital, a opção desde o começo foi pela Estrutura Metálica. A especificação foi por arcos treliçados, anel de compressão e pilares centrais em formato tubular. A complexidade da estrutura exigiu uma medição com precisão muito maior que o usual em obras e um anel de compressão central. Esta solução é muito utilizada em obras como as do Arquiteto Oscar Niemeyer. A exigência nesse caso, não foi pelo prazo mas sim pela estética. A complexidade gerou inclusive um projeto extenso para paginação das telhas metálicas da cobertura. O resultado final foi de uma beleza única.
Assinar:
Postagens (Atom)


















































